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Nosso rumo só (Fábio Sarret)
Minhas idéias confusas Na mesma história maluca Desviam nosso rumo só Me deixam um pouco suspenso Um pouco lento e suspeito Pra tudo que possa acontecer
Você me diz o que quer Eu já pensei em esquecer aqueles dias insanos, Mas sempre voltam e ficam congelados
Meu dia meio completo Me deixa ver Meu meio turvo deserto Me deixa ser Meu rastro sem razão
Você sumiu outra vez Não aparece em nenhum lugar Não cabe em nada ruim Mas continua sem fim Na mesma casa escura
Excesso cura o excesso loucura excede a loucura Mas tudo bem Finjo esquecer
Eu lembro o que você fez Eu lembro o que você disse Amanhã eu posso até deixar o lenço branco cair Eu lembro o que você fez Eu lembro o que você disse Eu lembro não espero chegar ao mesmo destino
Me esqueci do que quero Meus dias foram sinceros Me deixa ser Agora um pouco insensato Me deixa um pouco de lado Pra esquecer
A vida sempre confusa Brincando solto na rua Nem vi passar Nem vi passar Finjo esquecer
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Terras e chão (Fábio Sarret)
Às vezes sinto que eu quero mudar E faço tudo que eu quero fazer Sigo em frente Eu não sei onde estou Pra onde vou?
É desperdício Ficar pensando Em tudo que me faz mal
E mesmo assim Eu saio andando Sumindo entre terras e chão
Recomeço contido e intenso No destino que sou Mesmo nestas tardes estranhas Em que me calo por nada a favor
É desperdício Você com medo O futuro ainda não passou
É o mesmo fim Do teu desejo Perdido entre guerras em vão
Tantas pedras vou encontrando No caminho que vou Mesmo assim Eu saio andando Sumindo entre terras e chão
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Castelo e vizinhança (Fábio Sarret)
Estamos segregados misturados Um pouco intimidados pela fúria do mau tempo Um tanto enclausurados de receio no que temos Estamos assustados pelo medo do que somos Estamos proibidos do juízo Estamos omitidos na justiça dos maus tolos
Estamos com a ilha do tesouro Estamos financiando a nossa própria insegurança Estamos limitados pelas águas escondidas Usamos do veneno Nossa pobre hipocrisia Estamos segregados misturados Estamos segregados
Nada mais vai impedir O teu castelo ruir Nada mais vai impedir
Estamos segregados misturados Um tanto distanciados nos retratos e no tempo Um pouco enclausurados por poder o que não vemos Estamos assustados por saber o que não temos Estamos proibidos do juízo Procura-se assinatura em nossa identidade
Refrão
Não pude ouvir O que você me disse Ainda sou o mesmo Não pude ouvir o que você me disse Ainda estou no mesmo lugar
Refrão
Estamos segregados misturados Um tanto endividados Sem saber o que perdemos Há tempos desarmados pro controle de nós mesmos Estamos vigiados, nossa mente e nosso medo Estamos proibidos do juízo Lá fora passa o filme da mudança que não vemos
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Meu amigo (Fábio Sarret)
Meu amigo Estou mudando minha cultura Estou andando noutras ruas Caminhando para compreender
Meu amigo Estou num estado transitório Estou indo num cartório Registrar um outro nome qualquer
Meu amigo, meu amigo O que você está dizendo? É o que sempre eles vêm me responder
Meu amigo Estou garimpando outras verdades Pois verdades são senhoras Irritadas com o tempo
Meu amigo Estou de novo neste bar As mesmas coisas estão lá Minha vida vai passando E parece que não há como mudar
Já li muitos desses livros Pelo jeito que as coisas estão Vou ficar mais uma vez sem opção
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Do jeito que pensei que não fosse (Fábio Sarret)
Não quero mais te ver aqui Também não vou correr Não quero mais ficar e te ter
Não sei se tudo é tão bom Não quero mais ficar no tom Não quero mais esperar por você
Pois eu sei Que você é Do jeito que eu sempre pensei Que não fosse ser
Você é De um jeito tão anormal Não quero mais ficar Ficar com você Do meu lado assim
Você não lembra, mas eu sei pra onde vou Você não sabe mas eu sei onde eu estou
Não vou Ficar aqui Já sei o que é bom e o que é ruim Mas não mais fico aqui Não mais
Você não sabe bem porquê está e onde vai ficar
Pois bem Eu vou dizer Tudo que eu penso Sem você
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Palavras (Fábio Sarret)
Fale o que quiser Fale tudo ou nada Curtas Desculpas Mentira Oculta Palavra
Fale o que vier Fale até sem ter Longas Esguias Sem corpo Vazias Palavras
Aproveite enquanto podem te ouvir Aproveite enquanto isso estou aqui Em palavras
Meu amor eu sinto muito Não posso compreender Está tão longe e tão perto Que não posso enxergar
Meu amor eu sinto muito Não posso compreender Está tão longe e tão perto Que não posso enxergar Palavras
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Um dia após (Fábio Sarret)
A luz do sol Ilumina meu rosto Maltratado Pela insônia É hora de levantar E olhar a tua foto no armário Que ainda Fica aberto...
Meu corpo tão cansado Parece tão distante Como folhas Da planta ao chão Tomo um café E rumo pro trabalho E nada consigo fazer
E eu aqui sentado Ouvindo outra canção Ia esquecendo as chaves da casa no portão Lembrava de você
Teus olhos corpo e coração Num adeus E as chaves da casa no meu bolso...
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Tudo que seja (Fábio Sarret)
Eu não vou ficar calado Eu não vou ficar de lado Tão utópico e secreto Do jeito que andei
Eu não posso me despir Das palavras que citei Nem tampouco te mostrar O que você não pode ver
Não vou buscar Pedras sem valor Pra te consolar
Não vou andar Em terras que eu não estou Só pra te agradar
Talvez esteja aqui Tudo que seja melhor para mim Talvez eu tenha aqui Tudo
Talvez esteja entre nós Tudo que seja Agora ou após De vez em quando é só Nada
Eu não posso te despir Das promessas que eu te falei Nem tampouco te provar O que você não pode ter
Eu não vou ficar calado Eu não vou ficar de lado Tão utópico e secreto Como eu andei
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Madrugada (Fábio Sarret)
Noite vem Com muito pra dizer O que ainda restava guardado em mim Logo mais me vejo contente em esquecer O que mais novo iria valer E você se sentindo um tolo Por saber que não era mais o mesmo
Dia vem Volto pra casa Você se viu atrelado aos seus controles E se perdeu Pela noite A caminho de casa Com um copo vazio na mão Cabeça e mente no chão
Uma idéia vem como absurdo Nesta estrada Sou nada Sou mudo Cada passeio em sua madrugada Sempre inundado de tanta chegada
Vem teu momento Vem noutro segundo E todo dia vai vagando em nosso rumo Vem outra idéia Vem Hora exata Noutra estrada Sou mudo Sou nada
Outra vez Me convenço que o mundo gira mais veloz Retrato disperso Leva embora outro dia E você vagando ao acaso Só por não mais tentar Outro passo soando em vão A mente fluindo a tua solidão
Outra idéia vem como absurdo Nesta estrada Sou nada Sou mudo Cada passeio em sua madrugada Sempre inundado de tanta chegada
Vem teu momento...
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Dois planos (Fábio Sarret)
Um plano teu A minha mira Se encontram no espaço Desigual Onde estou quieto Por não ter o que dizer Por não ter palavras exatas Corpo vibra e chora Tempo passa por mim Estou perdido no mundo Agora sei
Cadê o teu desejo? Não esconda de mim Onde está você? Quando olho no teu rosto
Talvez você esteja Perdida Dentro de mim Perto de nós
A tua vista distante E o meu olhar Se encontram no espaço Desigual Onde estou incerto Por não ter o que dizer Por não ter palavras sensatas Corpo vibra e chora Você passa por mim Estou perdido no mundo Outra vez
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